Organização do Tratado do Atlântico Norte
| Organização do Tratado do Atlântico Norte OTAN |
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Bandeira da OTAN |
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| Fundação | 1949 |
| Tipo | Aliança militar |
| Sede | Bruxelas, |
| Membros |
28 países
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| Línguas oficiais | Inglês Francês[1] |
| Secretário Geral | Anders Fogh Rasmussen |
| Sítio oficial | www.nato.int |
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO[2]), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949. Os seus nomes oficiais são North Atlantic Treaty Organization (NATO), em inglês, e Organisation du Traité de l'Atlantique Nord (OTAN), em francês. Em Portugal utiliza-se mais frequentemente a palavra NATO (sigla em inglês) por, paradoxalmente, se parecer mais com uma palavra portuguesa.[3] O seu secretário-geral é, desde 1 de Agosto de 2009, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen.[4]
Índice |
editar História
A organização foi criada em 1949, no contexto da Guerra Fria, com o objetivo de constituir uma frente oposta ao bloco socialista, que, aliás, poucos anos depois lhe haveria de contrapor o Pacto de Varsóvia, aliança militar do leste europeu.
Desta forma, a OTAN tinha, na sua origem, um significado e um objectivo paralelos, no domínio político-militar, aos do Plano Marshall no domínio político-económico. Os estados signatários do tratado de 1949 estabeleceram um compromisso de cooperação estratégica em tempo de paz e contraíram uma obrigação de auxílio mútuo em caso de ataque a qualquer dos países-membros.
Os Estados que integram a OTAN são a Albânia, Alemanha (República Federal da Alemanha antes da reunificação alemã), Bélgica, Canadá, Croácia, Dinamarca, Espanha, os Estados Unidos da América, a França,[5] a Grécia, os Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Reino Unido, Turquia, Hungria, Polónia, República Checa, Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e a Eslovénia.
Com o desmoronamento do Bloco de Leste no final dos anos 1980, surgiu a necessidade de redefinição do papel da OTAN no contexto da nova ordem internacional, pois o motivo que deu origem ao aparecimento da organização e o objetivo que a norteou durante quatro décadas desapareceram subitamente.
A organização dedicou-se, pois, a esta nova tarefa, com o objetivo de se tornar o eixo da política de segurança de toda a Europa (isto, é considerando também os países que antes formavam o bloco adversário) e América do Norte. Assim, começou a tratar-se do alargamento a leste (considerando, nomeadamente, a adesão da Polónia, da Hungria e da República Checa) e, em 1997, criou-se o Conselho de Parceria Euro-Atlântica, um órgão consultivo e de coordenação onde têm também assento os países aliados da NATO, incluindo os países da Europa de Leste o que desagrada à Rússia ao ver afastar-se da sua esfera de influência.
Em março de 1999, formalizou-se a adesão da Hungria, Polónia e da República Checa, três países do antigo Pacto de Varsóvia. Em março de 2004 aderiram a Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e a Eslovénia. No dia 1 de Abril de 2009 aderiram à Organização a Albânia e a Croácia.
Na actualidade a Aliança Atlântica exerce grande influência nas decisões políticas europeias.
editar Estados membros
- Membros fundadores
- Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França,[5] Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido (4 de abril de 1949).
- Adesões durante a Guerra Fria
- Grécia e Turquia (18 de Fevereiro de 1952), Alemanha Ocidental (9 de maio de 1955) e Espanha (30 de maio de 1982).
- Adesões de países do antigo bloco de leste
- Alemanha Oriental (reunificada com a Alemanha Ocidental, 3 de outubro de 1990), República Checa e Polónia (12 de março de 1999), Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia (29 de março de 2004), Albânia e Croácia (1 de Abril de 2009).
editar Cooperação com estados não-membros
editar Parceria Euro-Atlântica
A estrutura dupla foi criada para ajudar a reforçar a cooperação entre os 28 membros da OTAN e os 22 "países parceiros".
- O programa Parceria para a Paz foi criado em 1994 e é baseado em relações bilaterais individuais entre cada país parceiro e a OTAN: cada país pode escolher a extensão da sua participação. O programa é considerado o braço operacional da Parceria Euro-Atlântica.[6] Os membros incluem todos os atuais e antigos membros da Comunidade de Estados Independentes.
- O Conselho da Parceria Euro-Atlântica foi criado em 29 de maio de 1997 e é um fórum de coordenação regular, consulta e diálogo entre todos os 49 participantes.[7]
Referências
- ↑ "English and French shall be the official languages for the entire North Atlantic Treaty Organization.", Final Communiqué following the meeting of the North Atlantic Council on September 17, 1949. "(..)the English and French texts [of the Treaty] are equally authentic(…)"The North Atlantic Treaty, Article 14
- ↑ Em Portugal utiliza-se mais NATO (sigla em inglês) por, paradoxalmente, se parecer mais a uma palavra portuguesa
- ↑ Adj. 1 - Nascido, nado, 2. Congênito, 3. Natural
- ↑ Novo secretário-geral da NATO quer cooperar com o mundo muçulmano. Página visitada em 1-8-2009.
- ↑ a b Em 1966, no auge do Gaulismo, a França abandonou a estrutura militar da OTAN, permanecendo apenas em fóruns políticos. Após o fim da Guerra Fria, o país se reaproximou da aliança, tendo se reintegrado à estrutura militar da Organização em 1995, e ao comando militar em 4 de abril de 2009.
- ↑ NATO.int
- ↑ NATO Topics: The Euro-Atlantic Partnership Council
editar Ver também
- Bandeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte
- Pacto de Varsóvia
- Guerra Fria
- Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZPCAS)
- Alfabeto fonético da OTAN
- Cimeira da NATO
editar Ligações externas
